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    Duas viagens: memórias. Two trips: memories.

    Duas viagens: memórias.

    Pará, 2013. Abril e maio. Setembro e outubro. Inverno e verão na Amazônia. Duas viagens a Belém, Icoaraci, Salvaterra, Joanes, Cachoeira do Arari, Santarem, Monte Alegre e Óbidos. Trilhas pela mata, caminhadas urbanas, viagens pelas águas. Sítios arqueológicos. Profusão de artefatos. Objetos antigos, culturas passadas. Vitrines de museu, reservas técnicas, acervos...
    Paulo. Paulo.

    Paulo.

    Paulo Câmara vive em Cachoeira do Arari, pequena cidade do Marajó, onde nasceu. Em 2013, nas duas viagens da equipe — uma no inverno, outra no verão marajoara — contratamos seu apoio, seja para nossa mobilidade na ilha, seja para nossa hospedagem, quando então habitamos Marajó, em breves estadias, a partir de...
    Câmera. Camera.

    Câmera.

    Na imagem, eu e Luiz Bargmann, amigo de tantas idéias, viagens e documentários. Ele integrou a nossa equipe na segunda viagem ao Pará. Enquanto equilibramos o estabilizador da câmera, conversamos sobre a nossa movimentação para gravar o trabalho dos artesãos ceramistas no espaço da oficina de Marivaldo, em Icoaraci. Imagem: Carla...
    Torno em Icoaraci. Vise at Icoaraci.

    Torno em Icoaraci.

    Luiz Bargmann grava em vídeo o artesão ceramista Marivaldo no torno de sua oficina em Icoaraci. Imagem: Cristina Demartini.
    Entre artefatos. In between artifacts.

    Entre artefatos.

    Ao fim da gravação entre as coleções de arqueologia amazônica na reserva técnica do Museu Paraense Emílio Goeldi, uma fotografia da equipe; da esquerda para direita: Silvio Luiz Cordeiro, Luiz Bargmann, Cristina Demartini, Breno Rodrigo de Oliveira Alencar, Regina Maria de Farias Ferreira e Carla Gibertoni Carneiro. Imagens: Carla Gibertoni Carneiro |...
    Tucupi no tacacá. Tucupi in tacacá.

    Tucupi no tacacá.

    Depois de um dia cheio durante a produção de nossa equipe em Belém, nada melhor que tomar um tacacá ao ar livre para repor as energias ao entardecer! Procuramos a banca de Maria do Carmo, em frente ao Colégio Marista, na avenida N. S. de Nazaré, provavelmente o melhor tacacá...
    Acervo da família Canto. Collection of family Canto.

    Acervo da família Canto.

    Na imagem, eu e Carla conversamos com Paulo Canto em Santarem: a sua casa abriga uma pequena coleção própria de artefatos cerâmicos e líticos encontrados no sítio da família. Os objetos estão expostos na sala de sua casa na cidade, num pequeno móvel envidraçado. Assim como sua família, outras também...
    Conversa com Mario. Conversation with Mario.

    Conversa com Mario.

    Em Óbidos, na acolhedora casa de Idaliana (sentada à esquerda), ouvimos Mario contar de sua vivência na imensidão das terras e águas amazônicas. Observador atento daquela natureza, ele nos relata o transformar da paisagem, a partir de sua experiência de vida como habitante do Baixo Amazonas. Entre os fatos que...
    Vitrine e memória. Display and memory.

    Vitrine e memória.

    Exposta numa pequena vitrine especialmente montada na Associação Cultural Obidense (ACOB), vemos a estatueta encontrada por Mario em seu sítio do Lago João Braz, descendo pelo Amazonas a partir de Óbidos. Nela vemos, como pendente, um muiraquitã. Imagem: Silvio Luiz Cordeiro.
    Na casa de Idaliana. In the Idaliana’s house.

    Na casa de Idaliana.

    A chegada à Óbidos, esta pequena cidade do estado do Pará, foi especial. Sua arquitetura, resquícios da colonização portuguesa, melhor preservada que em outras cidades, deu-nos a sensação de uma preocupação com o patrimônio pelos moradores e pela gestão pública. Fomos bem acolhidos desde o primeiro momento (essa aproximação foi...
    Tempo. Time.

    Tempo.

    Como nos conta a arqueóloga Edithe Pereira (Museu Paraense Emílio Goeldi), em suas palavras, “Monte Alegre sempre foi conhecida, em termos arqueológicos, pelas pinturas rupestres em um conjunto de serras localizado a cerca de 40 km a oeste da sede municipal. A curiosidade em conhecer essas pinturas remonta ao século...
    Pelos sítios de Santarem. Trough sites from Santarem.

    Pelos sítios de Santarem.

    Pela manhã, encontramos Marcio Amaral, morador de Santarém e conhecedor profundo da arqueologia da região, para conhecermos alguns sítios arqueológicos… Desde nossa saída do centro de Santarém, Marcio nos foi relatando e evidenciando na paisagem as formas de ocupação das populações indígenas em um passado remoto — a ocupação da...
    Remanescente. Remain.

    Remanescente.

    Entre os objetos mais significativos da diversidade da produção cerâmica arqueológica tapajônica, há os chamados vasos de gargalos. Aqui, detalhe de um exemplar exposto no Centro Cultural João Fona, na cidade de Santarém do Pará. A instituição abriga uma pequena coleção arqueológica que pode ainda ser vista, como remanescente de...
    A Grande Ilha. The Big Island.

    A Grande Ilha.

    Dias depois de pisar pela primeira vez no Marajó, sobrevoamos a Grande Ilha. Na imagem, vê-se parte do arquipélago na Baia do Guajará, à frente da cidade de Belém, de onde levantamos vôo. Neste tipo de gravação, retira-se a porta lateral da aeronave e, por isso, a experiência é amplificada! Neste...
    Como uma pequena Ilha. Like a little island.

    Como uma pequena Ilha.

    Em abril, “inverno” na Ilha do Marajó, eu e câmera de vídeo diante do chamado Teso dos Bichos: considera-se que a pequena elevação seja — todavia em parte, a partir de estratos superiores — uma estrutura artificial, construída por uma antiga cultura que deixou outros vestígios de sua presença no...
    A terceira margem do rio. The third riverside.

    A terceira margem do rio.

    Na proa, eu e a terceira margem do rio: a imagem do caminho pelas aguas, rumo aos remanescentes de culturas que habitaram estes lugares distantes, lugares e culturas praticamente desconhecidos do grande público nas sociedades contemporâneas. O projeto busca revelar um pouco mais sobre esse imenso acervo cultural da humanidade,...
    No Teso dos Bichos. At Mound of Pets.

    No Teso dos Bichos.

    Durante as gravações em abril no Teso dos Bichos (em Cachoeira do Arari, Ilha do Marajó, Pará), encontramos este fragmento cerâmico, a representar a cabeça de urubu. Imagem: Wagner Souza e Silva.
    Cerâmica em Icoaraci. Pottery at Icoaraci.

    Cerâmica em Icoaraci.

    Em Icoaraci (distrito de Belém do Pará) artesãos produzem cerâmicas incorporando referências arqueológicas. A imagem mostra um oleiro na casa da família de Mestre Cardoso, quem começou sua pesquisa no Museu Paraense Emílio Goeldi e estudou diretamente o acervo relativo às culturas cerâmicas amazônicas, popularmente conhecidas desde então. Imagem: Wagner...
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    Duas viagens: memórias.

    Duas viagens: memórias.

    Pará, 2013. Abril e maio. Setembro e outubro. Inverno e verão na Amazônia. Duas viagens a Belém, Icoaraci, Salvaterra, Joanes, Cachoeira do Arari, Santarem, Monte Alegre e Óbidos. Trilhas pela mata, caminhadas urbanas, viagens pelas águas. Sítios arqueológicos. Profusão de artefatos. Objetos antigos, culturas passadas. Vitrines de museu, reservas técnicas, acervos pessoais. Relatos, vivências, memórias. Para...


    Paulo.

    Paulo.

    Paulo Câmara vive em Cachoeira do Arari, pequena cidade do Marajó, onde nasceu. Em 2013, nas duas viagens da equipe — uma no inverno, outra no verão marajoara — contratamos seu apoio, seja para nossa mobilidade na ilha, seja para nossa hospedagem, quando então habitamos Marajó, em breves estadias, a partir de sua própria morada onde vive...


    Balsa no rio Camará.

    Balsa no rio Camará.

    Partindo do Porto de Belém, via balsa, atravessamos a Baia do Guajará até chegar à Baia do Marajó, atracando precisamente no Porto do Camará, em Salvaterra. De lá, em parte por estrada de chão, rumamos à Cachoeira do Arari, onde se localiza o Museu do Marajó. No caminho, outra balsa, desta vez no rio Camará....


    Câmera.

    Câmera.

    Na imagem, eu e Luiz Bargmann, amigo de tantas idéias, viagens e documentários. Ele integrou a nossa equipe na segunda viagem ao Pará. Enquanto equilibramos o estabilizador da câmera, conversamos sobre a nossa movimentação para gravar o trabalho dos artesãos ceramistas no espaço da oficina de Marivaldo, em Icoaraci. Imagem: Carla Gibertoni Carneiro.


    Torno em Icoaraci.

    Torno em Icoaraci.

    Luiz Bargmann grava em vídeo o artesão ceramista Marivaldo no torno de sua oficina em Icoaraci. Imagem: Cristina Demartini.


    Denise.

    Denise.

    Denise Pahl Schaan recebeu nossa equipe em seu apartamento na cidade de Belém do Pará, quando nos contou sobre os estudos que desenvolve na região amazônica desde fins dos anos 1990. Durante a conversa, ela nos relatou especialmente sobre os tempos em que escavou na Ilha do Marajó, as dificuldades enfrentadas, como o difícil acesso...


    Entre artefatos.

    Entre artefatos.

    Ao fim da gravação entre as coleções de arqueologia amazônica na reserva técnica do Museu Paraense Emílio Goeldi, uma fotografia da equipe; da esquerda para direita: Silvio Luiz Cordeiro, Luiz Bargmann, Cristina Demartini, Breno Rodrigo de Oliveira Alencar, Regina Maria de Farias Ferreira e Carla Gibertoni Carneiro. Imagens: Carla Gibertoni Carneiro | Cristina Demartini | Silvio Luiz...


    Regina.

    Regina.

    Regina Maria de Farias Ferreira está prestes a se aposentar… Seu dedicado trabalho no Museu Paraense Emílio Goeldi junto às coleções de arqueologia amazônica é exemplar! A imagem captura um instante de nossa conversa no laboratório de arqueologia que antecede a entrada à reserva técnica da instituição. Ao relatar a sua trajetória, Regina se emociona: em...


    Tucupi no tacacá.

    Tucupi no tacacá.

    Depois de um dia cheio durante a produção de nossa equipe em Belém, nada melhor que tomar um tacacá ao ar livre para repor as energias ao entardecer! Procuramos a banca de Maria do Carmo, em frente ao Colégio Marista, na avenida N. S. de Nazaré, provavelmente o melhor tacacá de rua da cidade: além...


    Acervo da família Canto.

    Acervo da família Canto.

    Na imagem, eu e Carla conversamos com Paulo Canto em Santarem: a sua casa abriga uma pequena coleção própria de artefatos cerâmicos e líticos encontrados no sítio da família. Os objetos estão expostos na sala de sua casa na cidade, num pequeno móvel envidraçado. Assim como sua família, outras também formaram suas coleções, muitas delas...


    Conversa com Mario.

    Conversa com Mario.

    Em Óbidos, na acolhedora casa de Idaliana (sentada à esquerda), ouvimos Mario contar de sua vivência na imensidão das terras e águas amazônicas. Observador atento daquela natureza, ele nos relata o transformar da paisagem, a partir de sua experiência de vida como habitante do Baixo Amazonas. Entre os fatos que para ele resultam de ações...


    Vitrine e memória.

    Vitrine e memória.

    Exposta numa pequena vitrine especialmente montada na Associação Cultural Obidense (ACOB), vemos a estatueta encontrada por Mario em seu sítio do Lago João Braz, descendo pelo Amazonas a partir de Óbidos. Nela vemos, como pendente, um muiraquitã. Imagem: Silvio Luiz Cordeiro.


    Na casa de Idaliana.

    Na casa de Idaliana.

    A chegada à Óbidos, esta pequena cidade do estado do Pará, foi especial. Sua arquitetura, resquícios da colonização portuguesa, melhor preservada que em outras cidades, deu-nos a sensação de uma preocupação com o patrimônio pelos moradores e pela gestão pública. Fomos bem acolhidos desde o primeiro momento (essa aproximação foi facilitada pela atenção cuidadosa do...


    Tempo.

    Tempo.

    Como nos conta a arqueóloga Edithe Pereira (Museu Paraense Emílio Goeldi), em suas palavras, “Monte Alegre sempre foi conhecida, em termos arqueológicos, pelas pinturas rupestres em um conjunto de serras localizado a cerca de 40 km a oeste da sede municipal. A curiosidade em conhecer essas pinturas remonta ao século XVIII, quando um visitante anônimo...


    Pelos sítios de Santarem.

    Pelos sítios de Santarem.

    Pela manhã, encontramos Marcio Amaral, morador de Santarém e conhecedor profundo da arqueologia da região, para conhecermos alguns sítios arqueológicos… Desde nossa saída do centro de Santarém, Marcio nos foi relatando e evidenciando na paisagem as formas de ocupação das populações indígenas em um passado remoto — a ocupação da várzea, do planalto, a formação...


    Outra paisagem.

    Outra paisagem.

    Na imagem, com ajuda da Cris e Carla (quem segura o guarda-chuva) eu preparo a câmera para gravar antes que uma tempestade caia (veja o céu!). Estamos parados no meio de um caminho que leva à um sítio arqueológico nas terras altas depois de Santarém. À esquerda, vê-se uma plantação de soja. À direita, um...


    Remanescente.

    Remanescente.

    Entre os objetos mais significativos da diversidade da produção cerâmica arqueológica tapajônica, há os chamados vasos de gargalos. Aqui, detalhe de um exemplar exposto no Centro Cultural João Fona, na cidade de Santarém do Pará. A instituição abriga uma pequena coleção arqueológica que pode ainda ser vista, como remanescente de um acervo que, todavia, já...


    Retrato na janela aberta.

    Retrato na janela aberta.

    Registramos, dia a dia, o nosso trabalho, em imagens e sons. Aqui, eu e Carla no Ver-o-Peso em Belém do Pará, fotografando a partir de uma janela aberta à paisagem do velho mercado público da cidade. Imagem: Silvio Luiz Cordeiro.


    A Grande Ilha.

    A Grande Ilha.

    Dias depois de pisar pela primeira vez no Marajó, sobrevoamos a Grande Ilha. Na imagem, vê-se parte do arquipélago na Baia do Guajará, à frente da cidade de Belém, de onde levantamos vôo. Neste tipo de gravação, retira-se a porta lateral da aeronave e, por isso, a experiência é amplificada! Neste dia, ela foi sobremodo distinta...


    Os limites da fotografia.

    Os limites da fotografia.

    Parada obrigatória de qualquer fotógrafo em Belém do Pará, o mercado público Ver-o-Peso desafia a tradição documental da fotografia. Se por um lado há uma riqueza de personagens, cores e texturas, enfim, uma fonte inesgotável para a produção de cenas, por outro, a representação fiel do ambiente se torna impossível por meio de imagens, dada...


    Como uma pequena Ilha.

    Como uma pequena Ilha.

    Em abril, “inverno” na Ilha do Marajó, eu e câmera de vídeo diante do chamado Teso dos Bichos: considera-se que a pequena elevação seja — todavia em parte, a partir de estratos superiores — uma estrutura artificial, construída por uma antiga cultura que deixou outros vestígios de sua presença no lugar, como restos cerâmicos variados,...


    A terceira margem do rio.

    A terceira margem do rio.

    Na proa, eu e a terceira margem do rio: a imagem do caminho pelas aguas, rumo aos remanescentes de culturas que habitaram estes lugares distantes, lugares e culturas praticamente desconhecidos do grande público nas sociedades contemporâneas. O projeto busca revelar um pouco mais sobre esse imenso acervo cultural da humanidade, no tempo presente. Imagem: Wagner...


    Pelo rio.

    Pelo rio.

    Registro visual do trabalho da equipe (making of) — aqui no “inverno” em Cachoeira do Arari, Pará — pelas águas a caminho do chamado Teso dos Bichos, uma elevação milenar construída na paisagem da imensa planície marajoara. No “passado”, a produção de registros fotográficos era restrita, limitada sobretudo pelos custos de sua produção. No mundo...


    No Teso dos Bichos.

    No Teso dos Bichos.

    Durante as gravações em abril no Teso dos Bichos (em Cachoeira do Arari, Ilha do Marajó, Pará), encontramos este fragmento cerâmico, a representar a cabeça de urubu. Imagem: Wagner Souza e Silva.


    Replica.

    Replica.

    Em Icoaraci, distrito de Belem, visitamos uma das maiores oficinas de artesanato local. Marivaldo, o proprietário, produz diversas peças, boa parte delas baseadas em antigos artefatos cerâmicos do acervo do Museu Paraense Emílio Goeldi. Ele, como outros mais, passou a interpretar a fonte arqueológica para elaborar novas formas e produtos para a sua clientela. Todavia,...


    Cerâmica em Icoaraci.

    Cerâmica em Icoaraci.

    Em Icoaraci (distrito de Belém do Pará) artesãos produzem cerâmicas incorporando referências arqueológicas. A imagem mostra um oleiro na casa da família de Mestre Cardoso, quem começou sua pesquisa no Museu Paraense Emílio Goeldi e estudou diretamente o acervo relativo às culturas cerâmicas amazônicas, popularmente conhecidas desde então. Imagem: Wagner Souza e Silva.